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terça-feira, agosto 24, 2004

Dá pra mudar?

batista wrote:

Nesta noite pude ler o que Diogo escreveu, falava de um assunto iniciando na semana passada... e discutido...fiquei pensando sobre o que foi escrito e cheguei a alguns resultados: mesmo que fique parecendo ser uma linguagem provocadora e ironica "estes ultimos textos" apresentados, acredito não passa de mais uma forma de falarmos do problema do brasil e até do mundo. quando retratado que o capitalismo é o sistema que nos oprime e aliena, e assim sendo descrever os modos e meios que este nos conduz a uma modulação, acreditar e ficar convensido que este sistema não "presta" e assim ter que trabalhar amanhã, de novo, para comprar sistema de sugurança e instalar em casa e comprar as verduras e comprar um lanche e continuar comprando... para a noite voltarmos a dorrmir no nesmo horario do cotidiano...do que adianta falarmos e nos masturbarmos com estes pensamentos e discusão! sei que aqui temos pessoas da mais alta capacidade intelectual, artistica, butequera, filosofica entre outros possuidores de toda especie de saber. porque somos uma nação que so recebemos as ordem? onde se encontra a ação!posso ate ficar como um demagogo acreditando na revolução, mas a revolução não é dificil. pois temos os meios, as formas as razões....mas...esta é so mais uma reflexão

diogo wrote:

"É certo que a arma da crítica não pode substituir a crítica das armas, que o poder material tem que ser derrocado pelo poder material, mas também a teoria se transforma em poder material logo que se apodera das massas.”
MARX, Crítica da Filosofia do Direito de Hegel
Batista, vc teve a mãnha.

Deveras é difícil o nosso lugar neste mundo. Acabamos de execrar este sistema perverso e, ao bater aquela fome natural, descemos ali embaixo e compramos um salgado na lanchonete.E ai da mulher do caixa nos dar troco faltando!
Houve um sociólogo brasileiro, muito conhecedor da pobreza do Brasil, conhecedor da ação perversa do capitalismo em suas diversas formas. Escreveu té um livro importante, sobre nossa economia. Discutia assim como nós na sua faculdade os problemas mundias (crise do petróleo) e os locais (crise da violência nos bairros). Apontava soluções teóricas. Teóricas. (já leram a máxima "o papel aceita tudo"?). Esse cara chega ao poder do país e vende algumas das nossas maiores riquezas - Telebrás, Vale do Rio Doce, etc...- por praticamente nada. Desenvolve uma política econômica que só agrava o grau vergonhoso de desigualdade social.
Então depositamos nossas confianças ( meio cegamente. Povo acostumado com paternalismo sempre espera um salvador da pátria para solucinar duma só vez os problemas) num trabalhador, leitor de literaturas de esquerda, sociais... Fico imaginando o que esse cara fica pensando no intimo do ser quando vai se deitar, quando ele fica só. Ele e ele. Eliminando as hipóteses de uma lavagem cerebral e a de uma crença num Deus injusto, creio esse cara deve saber muito bem o q tá fazendo.
Ainda hoje teoria e prática é muito difícil de se asociar. ainda mais quando essa práxis atinge o sentimento tão cultivado hoje em dia: o ego, o individualismo exarcebado. EU. mEU.mEUs. Propagandas atuais, para conseguirem aceitação, descobriram que o melhor jeito é aumentar o ego do consumidor ( programa VOCÊ; "porque a receita do nosso sucesso é VOCÊ"; "VOCÊ é o nosso maior objetivo", "porque VOCÊ merece").São estratégias de markenting que dão certo.
Muitos e muitos dizem: precisamos melhorar a vida desses miseráveis, melhorar a distribuição de renda, e blá,blá,blá. Mas FINGEM que esquecem que isto implica em tirar do que tem e dar pro que não tem. "Deve-se fazer distribuição de renda. Mas da renda dos outros...A minha foi conquistada com muita luta e suor." é complicado, não???
Um dia desses tava pensando, no quintal da minha casa, sobre o socialismo, e outras teorias sociais. Fiquei imaginando como seria eu dar parte do mEU terreno pra outra pessoa. Me veio à mente várias idéas sobre propriedade, terra, direitos. O terreno foi do minha avó, que lutou muito, e passou p/ meu pai e para mim, posteriormente. Pensei a princípio que aquilo era meu por direito e que se se devia fazer redistribuição de , por exemplo, terra, deveria fazer dos mais ricos. Isso me confortava até me recordar que, essa nossa noção de propriedade individual, de posse, de direitos , de jurisdição, foi pensada lá nas faculdades européias do séc 16, 17, 18, por pensadores liberais ( partidários do capitalismo) como Locke, Toqueville, Adam Smith, etc e tal. Nossas leis, nossa constituição, nosso imaginário de justo e injusto esta permeada desses pensamentos liberais do séculos supracitados.

Então penso, o que é realmente possível fazer ? Educação é uma das principais saídas. Somente conhecendo de onde se origina idéias que consideramos como naturais e eternas, podemos realmente mudar alguma coisa. Acredito que seja a educação porque eu mesmo sou a prova viva. Muita coisa mudou ao na minha concepção de muno ao estudar. Educar para conscietizar. É, taí um caminho. Sempre falo que , pra criticar deve ,tb, mostrar um caminho, pois crítica por crítica é vazia.
Mas, como levar educação? Atraves do Estado? Mas, quem manipula o Estado para seus ineteresses? Não são aqueles que certamente vão sair perdendo com a universalização de uma educação de qualidade? Então, o que fazer? Só pra se ter uma idéia de como nossa "elite" é fudida, quase ocorreu um GOLPE político na ascenção do presidente "popular " ao governo. Existem interesses fortíssimos por trás da política brasileira. é complicado... Temos exemplos modernos d quem, ao tentar mudar a velha estrutura que explora e empobrece, são atacados duramente: HUGO CHÁVEZ, presidente da VENEZUELA. Até agora, ele é o cara! `Tá passando por mil e um testes para continuar implementando seu programa para melhorar a vida dos pobres. Mas , pra discutir isso, é outra história...

Enfim, minha solução imediata é a educação. Não só educação, mas educação de qualidade . Como aplicá-la, não sei. Ouvi falar que praticamente são os ricos que , hoje, possuem consciência de classe. Como fizeram isso? Massificando asseios e vontades da população. Dando à população coisas "mais importante pra fazer" do que ficar pensando em mudar sua posição social, mudar este sistema perverso: "tentar descobrir quem matou 'Horonato' na novela das 8", ou "ficar pensando o que o 'Fred' vai fazer no BBB", "ou como vai ficar a classificação do seu time no Campeonato", ou o que "a atriz 'Paloma Duarte' falou pra 'Glória Khalil' no SPWF", ou ainda "o dia do show daquela banda de rock, axé, pagode, samba, funk, ... vai tocar", é foda...
Então, se pensa, pra que estudar, se tudo o que quero, consigo com aquele/a gata/o da esquina, com a tv, rádio, festas, e com meu saláriozinho que recebo todo findimêis? Estudar, só se for pra melhorar meu lugar no mercado de trabalho, ou pra assegurar minha vaga onde trabalho. Ou até pra ter uma culturazinha de elite, e ficar sempre sonhando que, um dia vou no show do Milhão ou ganhar na Sena e me tornar rico ( se bem que conheço uma mulher que ganho alguns mils reais em jogos...).

Falei muito? Aos que leram té aqui, acho que podemos começar, sei lá, incentivando as pessoas ao nosso redor a estudar, e construir meios para mudar isso aí. Acho que pensar em mudar, mesmo que os meios para isso e o que será mudado pareçam improváveis, é o começo e o essencial. Ter a mente predisposta pra mudança facilita quando oportunidades sugirem. O pior de tudo é a desistencia. Desistir jamais. Lembro-me agora de uma frase marcante: " é melhor morrer de pé do que ficar a vida inteira de joelhos". Desistir , nunca. Lembre-se: O IMPOSSÍVEL NÃO É IMPOSSÍVEL!

té mais