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segunda-feira, agosto 30, 2004

Letra de Disparada de Geraldo Vandré e Jair Rodrigues



Prepare o seu coração prás coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo, a morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar, eu vivo prá consertar
Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
Não por um motivo meu, ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse, porém por necessidade
Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu
Boiadeiro muito tempo, laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente, pela vida segurei
Seguia como num sonho, e boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando
As visões se clareando, até que um dia acordei
Então não pude seguir valente em lugar tenente
E dono de gado e gente, porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente
Se você não concordar não posso me desculpar
Não canto prá enganar, vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar
Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém, que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu querer ir mais longe do que eu
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
já que um dia montei agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte num reino que não tem rei

Nina e o racismo

Lendo um dia desses um artigo sobre o Nina Rodrigues, comecei a refletir sobre algo bem interessante, baseados em alguns trechos. O artigo procura descrever a influência do colonianismo europeu na configuração do paradigma do evolucionismo social ou racismo científico, assim como situar o momento de emergência da Psicologia das Massas naquele continente para que se possa compreender o papel do colonianismo científico e a influência deste na contrução de um discurso racista no Brasil.
Mas, o que é paradigma? "Enfocando a questão do paradigma científico, Montero (2001) o conceituou como um modelo científico que incorpora tanto a concepção do sujeito construtor do conhecimento sobre o fenômeno em estudo, quanto uma visão do mundo em que as pessoas vivem e das relações sociais decorrentes. A pesquisadora salientou, então, que o paradigma sistematiza um conjunto de idéias e procedimentos práticos de interpretação sobre a atividade humana(p.30).
Quanto ao racismo científico, o artigo diz que "Herbert Spencer (1820-1903) pode ser considerado o fundador do racismo científico, a partir de suas elaborações sobre o que denominou de evolucionismo social, quando transplantou, do mundo biológico ao mundo cultural, o modelo das tipologias e dos sistemas classificatórios, implementando a noção de diferenças entre os povos e as sociedades. Discorrendo sobre o evolucionismo, Spencer (1862/1904) afirmou que os elementos constitutivos da vida passam por modificações, propiciadas pela redistribuição da matéria e do movimento, gerando mudanças que operavam em um continuum do menos ao mais complexo, através de diferentes estágios. Ressaltou que este processo era universal, englobando os organismos e as sociedades. Spencer (1862/1904) categorizou os povos como superiores e inferiores: os primeiros eram constituídos pelos europeus e os segundos, por indianos e indígenas. Classificou as sociedades, considerando a industrial como civilizada e mais evoluída, devido às suas formas de organização e divisão do trabalho. Nomeou as demais de primitivas, especificando-as como homogêneas, graças à incapacidade dos seus membros de alterar artificialmente as condições de existência e desse modo promover diferenciações econômicas.(...) Em suma, o cientificismo racista do século XIX não contemplou o processo de opressão e de exploração, nem as implicações sociopsicológicas do colonialismo. A divisão ideológica da humanidade foi ignorada em favor de uma explanação biológica dos fenômenos sociais. Isto mascarou os condicionantes sócio–históricos enquanto fatores responsáveis por diferenças entre culturas, pessoas, inserções e participação humana na vida social. Conforme Blanc (1990/1994), o pressuposto básico do evolucionismo social, ou darwinismo social, é o de que os sujeitos humanos são desiguais por natureza, dadas as diferentes aptidões inatas que fazem de alguns superiores e de outros inferiores (p.31).
O que era raça naquela época? É difícil responder, mas Chaves infere que "raça significava um grupo humano enquanto variação dentro da espécie, cujas diferenciações denotavam superioridade ou inferioridade em diversos atributos"(p.31).
"Conforme Schwarcz (2000), no final do século XIX, grande parte da intelectualidade brasileira discutia e compreendia questões nacionais a partir do ponto de vista racial e individual. Ressaltamos que naquele momento da história brasileira ocorriam embates abolicionistas (Mendonça, 1996), bem como a implantação da República e a efetivação de aspectos legais de construção da cidadania (Menezes, 1997), acontecimentos que envolviam os negros e a sua exclusão social."
Nas escolas de Medicina, discussões sobre a saúde para proteção do povo (branco) brasileiro. Segundo ainda Chaves, "constatamos que, na Bahia, a Escola de Medicina, a partir da liderança de Nina Rodrigues, teve como um de seus objetos de investigação os movimentos de massa e a figura do seu condutor. Rodrigues (1939), tomando por base os pressupostos do evolucionismo social e a Escola de Criminologia Italiana representada por Scipio Sighele (1868-1913), bem como a Psicologia das Massas, sistematizada pelo francês Gustave Le Bon (1841-1931), produziu estudos relacionando idéias do racismo científico, tipologias, patologias e sistemas classificatórios, para descrever o perfil da população mestiça brasileira, especificar características culturais e raciais dos mestiços e explicar, cientificamente, movimentos de massa a partir do seu condutor, o 'doente'''.
Vale a pena ler o artigo.

terça-feira, agosto 24, 2004

Dá pra mudar?

batista wrote:

Nesta noite pude ler o que Diogo escreveu, falava de um assunto iniciando na semana passada... e discutido...fiquei pensando sobre o que foi escrito e cheguei a alguns resultados: mesmo que fique parecendo ser uma linguagem provocadora e ironica "estes ultimos textos" apresentados, acredito não passa de mais uma forma de falarmos do problema do brasil e até do mundo. quando retratado que o capitalismo é o sistema que nos oprime e aliena, e assim sendo descrever os modos e meios que este nos conduz a uma modulação, acreditar e ficar convensido que este sistema não "presta" e assim ter que trabalhar amanhã, de novo, para comprar sistema de sugurança e instalar em casa e comprar as verduras e comprar um lanche e continuar comprando... para a noite voltarmos a dorrmir no nesmo horario do cotidiano...do que adianta falarmos e nos masturbarmos com estes pensamentos e discusão! sei que aqui temos pessoas da mais alta capacidade intelectual, artistica, butequera, filosofica entre outros possuidores de toda especie de saber. porque somos uma nação que so recebemos as ordem? onde se encontra a ação!posso ate ficar como um demagogo acreditando na revolução, mas a revolução não é dificil. pois temos os meios, as formas as razões....mas...esta é so mais uma reflexão

diogo wrote:

"É certo que a arma da crítica não pode substituir a crítica das armas, que o poder material tem que ser derrocado pelo poder material, mas também a teoria se transforma em poder material logo que se apodera das massas.”
MARX, Crítica da Filosofia do Direito de Hegel
Batista, vc teve a mãnha.

Deveras é difícil o nosso lugar neste mundo. Acabamos de execrar este sistema perverso e, ao bater aquela fome natural, descemos ali embaixo e compramos um salgado na lanchonete.E ai da mulher do caixa nos dar troco faltando!
Houve um sociólogo brasileiro, muito conhecedor da pobreza do Brasil, conhecedor da ação perversa do capitalismo em suas diversas formas. Escreveu té um livro importante, sobre nossa economia. Discutia assim como nós na sua faculdade os problemas mundias (crise do petróleo) e os locais (crise da violência nos bairros). Apontava soluções teóricas. Teóricas. (já leram a máxima "o papel aceita tudo"?). Esse cara chega ao poder do país e vende algumas das nossas maiores riquezas - Telebrás, Vale do Rio Doce, etc...- por praticamente nada. Desenvolve uma política econômica que só agrava o grau vergonhoso de desigualdade social.
Então depositamos nossas confianças ( meio cegamente. Povo acostumado com paternalismo sempre espera um salvador da pátria para solucinar duma só vez os problemas) num trabalhador, leitor de literaturas de esquerda, sociais... Fico imaginando o que esse cara fica pensando no intimo do ser quando vai se deitar, quando ele fica só. Ele e ele. Eliminando as hipóteses de uma lavagem cerebral e a de uma crença num Deus injusto, creio esse cara deve saber muito bem o q tá fazendo.
Ainda hoje teoria e prática é muito difícil de se asociar. ainda mais quando essa práxis atinge o sentimento tão cultivado hoje em dia: o ego, o individualismo exarcebado. EU. mEU.mEUs. Propagandas atuais, para conseguirem aceitação, descobriram que o melhor jeito é aumentar o ego do consumidor ( programa VOCÊ; "porque a receita do nosso sucesso é VOCÊ"; "VOCÊ é o nosso maior objetivo", "porque VOCÊ merece").São estratégias de markenting que dão certo.
Muitos e muitos dizem: precisamos melhorar a vida desses miseráveis, melhorar a distribuição de renda, e blá,blá,blá. Mas FINGEM que esquecem que isto implica em tirar do que tem e dar pro que não tem. "Deve-se fazer distribuição de renda. Mas da renda dos outros...A minha foi conquistada com muita luta e suor." é complicado, não???
Um dia desses tava pensando, no quintal da minha casa, sobre o socialismo, e outras teorias sociais. Fiquei imaginando como seria eu dar parte do mEU terreno pra outra pessoa. Me veio à mente várias idéas sobre propriedade, terra, direitos. O terreno foi do minha avó, que lutou muito, e passou p/ meu pai e para mim, posteriormente. Pensei a princípio que aquilo era meu por direito e que se se devia fazer redistribuição de , por exemplo, terra, deveria fazer dos mais ricos. Isso me confortava até me recordar que, essa nossa noção de propriedade individual, de posse, de direitos , de jurisdição, foi pensada lá nas faculdades européias do séc 16, 17, 18, por pensadores liberais ( partidários do capitalismo) como Locke, Toqueville, Adam Smith, etc e tal. Nossas leis, nossa constituição, nosso imaginário de justo e injusto esta permeada desses pensamentos liberais do séculos supracitados.

Então penso, o que é realmente possível fazer ? Educação é uma das principais saídas. Somente conhecendo de onde se origina idéias que consideramos como naturais e eternas, podemos realmente mudar alguma coisa. Acredito que seja a educação porque eu mesmo sou a prova viva. Muita coisa mudou ao na minha concepção de muno ao estudar. Educar para conscietizar. É, taí um caminho. Sempre falo que , pra criticar deve ,tb, mostrar um caminho, pois crítica por crítica é vazia.
Mas, como levar educação? Atraves do Estado? Mas, quem manipula o Estado para seus ineteresses? Não são aqueles que certamente vão sair perdendo com a universalização de uma educação de qualidade? Então, o que fazer? Só pra se ter uma idéia de como nossa "elite" é fudida, quase ocorreu um GOLPE político na ascenção do presidente "popular " ao governo. Existem interesses fortíssimos por trás da política brasileira. é complicado... Temos exemplos modernos d quem, ao tentar mudar a velha estrutura que explora e empobrece, são atacados duramente: HUGO CHÁVEZ, presidente da VENEZUELA. Até agora, ele é o cara! `Tá passando por mil e um testes para continuar implementando seu programa para melhorar a vida dos pobres. Mas , pra discutir isso, é outra história...

Enfim, minha solução imediata é a educação. Não só educação, mas educação de qualidade . Como aplicá-la, não sei. Ouvi falar que praticamente são os ricos que , hoje, possuem consciência de classe. Como fizeram isso? Massificando asseios e vontades da população. Dando à população coisas "mais importante pra fazer" do que ficar pensando em mudar sua posição social, mudar este sistema perverso: "tentar descobrir quem matou 'Horonato' na novela das 8", ou "ficar pensando o que o 'Fred' vai fazer no BBB", "ou como vai ficar a classificação do seu time no Campeonato", ou o que "a atriz 'Paloma Duarte' falou pra 'Glória Khalil' no SPWF", ou ainda "o dia do show daquela banda de rock, axé, pagode, samba, funk, ... vai tocar", é foda...
Então, se pensa, pra que estudar, se tudo o que quero, consigo com aquele/a gata/o da esquina, com a tv, rádio, festas, e com meu saláriozinho que recebo todo findimêis? Estudar, só se for pra melhorar meu lugar no mercado de trabalho, ou pra assegurar minha vaga onde trabalho. Ou até pra ter uma culturazinha de elite, e ficar sempre sonhando que, um dia vou no show do Milhão ou ganhar na Sena e me tornar rico ( se bem que conheço uma mulher que ganho alguns mils reais em jogos...).

Falei muito? Aos que leram té aqui, acho que podemos começar, sei lá, incentivando as pessoas ao nosso redor a estudar, e construir meios para mudar isso aí. Acho que pensar em mudar, mesmo que os meios para isso e o que será mudado pareçam improváveis, é o começo e o essencial. Ter a mente predisposta pra mudança facilita quando oportunidades sugirem. O pior de tudo é a desistencia. Desistir jamais. Lembro-me agora de uma frase marcante: " é melhor morrer de pé do que ficar a vida inteira de joelhos". Desistir , nunca. Lembre-se: O IMPOSSÍVEL NÃO É IMPOSSÍVEL!

té mais

segunda-feira, agosto 23, 2004

Vida idiota, by Diogo Oliveira & David Jose

by David Jose:

...o mundo que vivemos, montado como está, organizado comoe stá, não nos deixa saídas. aparentemente o que podemos fazer é mexes alguns pauzinhos para transformar nossas vidas idiotas em vidas menos idiotas. e então é isso que fazemos. há os que são inteligentes o bastante para fazer com que a vida menos idiota se torne uma vida "razoavelmente menos idiota', mas a idiotia nos acompanha, e nada de profundo podemos fazer. e por que?, por que aprendemos nas teorias sociológicas de nossas escolas ridículas que o mundo sempre foi assim? ou por que concordamos com a moral e a religião que insistem em dizer que o homem e a mulher são feitos do bem e do mal, e que temos que lutar pelo bem e afastar o mal? todas essas soluções, essas anlises me parecem superficiais. não pretendi ser duro ao analisar tuas propoistas, é que eu quero encontrar alguma saída. não para melhorar o sistema, entende? o sistema não é feito para todos. não aprendemos nenhuma ação sincera para fazer quando encontramos
pessoas em situação de miséria, não sabemos resolver nada humanamente. o capitalismo cria objetivos externos às nossas relações. blá, blá, blá, blá, é o que estou fazendo agora, blá, blá, blá, mas acho que se encontrarmos pessoas que tenham realmente uma vontade grande de mudar as coisas, uma genuína vontade, talvez possamos nos organizar, talvez, talvez. talvez, talvez, bla, bla, bla, blá



by diogo oliveira:

sentado aqui, na cadeira do laboratório de informática do instituto de geociências da UFMG (dizem, uma das melhores do Brasil, pais este destaque mundial no que se refere à desigualdade social e discriminação racial, à pobreza, à corrupção e ao futebol), li seu comentário idiota com um olhar idiota de um indivíduo de vida idiota que busca torná-la menos idiota. Creio que o primeiro passo para torná-la menos idiota é reconhecê-la como idiota. O que esse sistema quer é isso. Que tenhamos uma vida idiota e que acreditemos que temos a vida que o destino nos reservou, ou que Deus quis, ou que qualquer outro sujeito, exceto nós próprios, preparou para nós. Porem, me parece sombrio um quadro que mostre o que é viver sem idiotice. Compartilho sua idéia da idiotice. Mas, quem, na história da Humanidade, não teve uma vida idiota? Porque falar que ( salvo muitas ressalvas) o trabalhador antes do capitalismo tinha uma vida não idiota, é complicado. e´claro, hoje as pessoas tem uma vida bem mais idiota, mas isso é porque de um século pra cá um sistema econômico ( político, social,etc) percebeu que precisava dominar a maioria não somente nas leis, à força, nas crenças religiosas ou no carisma de um lider, mas "dominar sua mente". Nesse sentido, o século 20 se torna o século das ciêncais socias, das ciências que tentam entender o homem ( entender para dominar). O homem se torna sujeito de si mesmo. Surge a ideologia de massas, com a cultura de massas, comida de massas, musica de massas...como reflexo direto dum aspécto do sistema regente, a produção em série. Então, não é só produtos materias que são produzidos em séries, mas comportamentos, sentimentos, desejos, vontades ( coke), costumes,enfim uma cultura própria, uma cultura idiota, mesquinha e egoista, individualista.E aí digo, bienvenue au siéclé 21!

quem não é idiota???

recordando.... remember....

REFLECCIÓN 2
Vinte anos do MST


Vinte anos se passaram desde que 80 representantes de organizações
camponesas reunidos num galpão de uma igreja em Cascavél- PR fundaram um
movimento nacional de luta pela terra: o Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem Terra.

Era o primeiro Encontro Nacional de camponeses que lutavam pela terra e viam
a necessidade de articular e organizar em nível nacional os diversos
processos de luta localizados. O encontro consolidava a experiência de
diversos estados e serviu para orientar a linha ideológica e definir a
concepção do Movimento como uma organização autônoma dos trabalhadores
rurais.

O MST não só sobreviveu, como está crescendo a cada ano expandindo sua lutas
e conquistas. Dando continuidade a um processo histórico de lutas populares
e criando uma organização social sustentada na ligação direta com a
realidade e norteada pela prática política dos seus princípios organizativos
(como a direção coletiva, a disciplina, a vinculação com a base e o estudo).

Assim, durante sua trajetória, o Movimento que começou com uma luta dos
trabalhadores rurais pela terra, percebeu que não basta democratizar a
terra, é preciso resgatar a dignidade do camponês. Democratizar o capital,
organizando as agroindústrias de forma cooperativada nas mãos dos
agricultores. É preciso democratizar a educação como uma forma de levar a
cidadania para a população do campo. Estas são as lutas e as conquistas do
MST.

Existem mais de 500 associações de produção, comercialização e serviços; 49
Cooperativas de Produção Agropecuária (CPA), com 2299 famílias associadas;
32 Cooperativas de Prestação de Serviços com 11174 sócios diretos; duas
Cooperativas Regionais de Comercialização e três Cooperativas de Crédito com
6521 associados.

São 96 pequenas e médias agroindústrias que processam frutas, hortaliças,
leite e derivados, grãos, café, carnes e doces, além de diversos
artesanatos. Tais empreendimenos econômicos do MST geram emprego, renda e
impostos beneficiando indiretamente cerca de 700 pequenos municípios do
interior do Brasil.

Aliada à produção está a educação: cerca de 160 mil crianças estudam no
Ensino Fundamental nas 1800 escolas públicas dos acampamentos e
assentamentos. O setor de educação atua ainda na educação infantil (de 0 a 6
anos), contando hoje com aproximadamente 500 educadores/as. O MST desenvolve
um programa de alfabetização de aproximadamente 30 mil jovens e adultos, 750
militantes do MST estudam em cursos universitários. Desses, 58 cursam
medicina em Cuba.

A luta do MST pelas trasnformações sociais recebe apoio de inúmeros setores.
Mais de 200 prêmios foram dedicados ao Movimento nestes 20 anos e a reforma
agrária se tornou um tema conhecido e de grande imp ortância na pauta da
sociedade.

O MST sempre soube que a Reforma Agrária só avançaria com a luta de massas.
Assim, as ocupações aumentam a cada ano. Esta estratégia de luta se
consolidou como uma forma legítima, concreta e contundente de enfrentamento
que exige solução e gera unidade entre os sem terra.

Hoje, o Movimento conta com cerca de 350 mil famílias assentadas e
aproximadamente 150 mil vivem em acampamentos. Considerando que a média da
família brasileira é de quatro pessoas, os militantes do MST chegam a quase
dois milhões de pessoas.

Os assentamentos se tornam áreas libertas, conquistadas pelos trabalhadores
e um exemplo para a continuídade da luta. Nos quase cinco mil assentamentos
do MST nenhuma criança passa fome.



Gustavo de Castro
Teófilo Otoni - MG

Pelos 20 anos do MST



Gustavo
"Que nossas façanhas sirvam de modelo à toda terra."
Che



::: posted by DIOLIVEIRAH PAZ at Segunda-feira, Agosto 09, 2004



REFLECCIÓN
O Momento Exato
>
>
> A maioria das situações na vida, é o resultado de mudanças graduais.
As coisas começam a acontecer e quase não nos damos conta. Então, um
dia, o que era gradual e quase invisível passa por uma linha imaginária
e, de repente, a gente nota que algo aconteceu, algo mudou. Chegou o
momento exato.
>
> Esse momento exato é muito importante. Em qual momento exato aquela
atração imperceptível explodiu e derrubou todas as barreiras, se
transformando em uma paixão arrebatadora? Você se lembra da hora, do minuto?
Lembra de que roupa a pessoa estava usando? Lembra dos olhos dela? Ou já
faz tanto tempo que esse amor cresceu e tomou conta de tudo e diversos
momentos parecem o momento exato? Ou tudo se foi e parece não haver
mais momento algum?
>
> Em que momento exato você descobriu a paixão por uma carreira, um
caminho na vida, algo que desse prazer em trabalhar horas e mais horas em
um ritual que muitos classificariam de monótono, mas que você vê como a
construção de sua própria catedral pessoal ou profissional de
existência, sua Missão aqui?
>
> Em que momento exato você descobriu uma solução inesperada, elegante,
exeqüível para as turbulências pelas quais você, sua família ou sua
empresa passava?
>
> O momento exato das coisas que passaram pode até estar esquecido nos
porões da memória. Mas o momento exato das coisas que você passará
hoje, deve capturar sua atenção.
>
> Olhe para o dia de hoje como uma chance para Momentos Exatos.
>
> Olhe para o dia de hoje como uma bifurcação na estrada e pergunte
para aquela pessoa diante do espelho: qual dos caminhos vai realizar mais
minha vida, meu coração e será lembrado muitos anos, a partir de hoje,
como um... momento exato?
>
> Tenha coragem de escolher o caminho certo, no momento exato. Porque
perder a bifurcação certa, na estrada, pode fazer com que você se lembre
deste dia como aquele em que você perdeu sua chance, transformando o
momento exato... no momento errado!
>
> Hoje é o dia. Hoje é o seu momento exato. Hoje, seu mundo pode
começar a mudar!
>
> Avise sua Família, Amigos e Colegas
> Envie este boletim para os colegas de trabalho, amigos e familiares.
>
>
>
>
>
> ** Somos livres para escolher, mas prisioneiros das consequências **
>


::: posted by DIOLIVEIRAH PAZ at Segunda-feira, Agosto 09, 2004




Matando dois coelhos com uma caixa d¿água.
Homero Mattos Jr.



Em meados dos anos 60, ao comentar a respeito da mansão onde John Lennon morava com sua família, o autor de uma biografia autorizada dos Beatles escreveu :

(sobre os quartos) ¿ ...são espaçosos, iluminados e luxuosamente decorados (... ) sofás, tapetes, cortinas, tudo com um aspecto de ¿novo¿ e ainda ¿não-usado¿, tal qual um cenário de Hollywood. (...)

Ninguém parece utilizá-los, embora eles sejam rigorosamente limpos e espanados. Apenas anda-se por eles para, em seguida, sair. Toda a vida familiar transcorre em um pequeno aposento retangular nos fundos da casa, que possui uma parede envidraçada com vistas para as árvores e o jardim mais além.

John, sua esposa Cynthia e o filho deles, Julian, passam a maior parte do tempo entre este aposento e a cozinha. A opulência ao redor não parece ter coisa alguma a haver com eles.¿[1]

Acredito que com as devidas -e incomparáveis- proporções, esta experiência imobiliária da (antiga) família Lennon é perfeitamente compreensível para todos aqueles (poucos) aos quais a Fortuna concedeu o privilégio de habitar em espaços interiores muito mais amplos do que suas (humanas) necessidades ou 'raio de alcance'.

Não sei das lições que cada um pode extrair desta experiência.

Eu, por exemplo -antes que ¿A Mão Invisível¿ do mercado[2] me desse o tapa que me fez acordar- morei durante sete anos, quatro deles sozinho, em um apartamento de 400 m2 dos quais creio ter utilizado apenas 50 (incluindo a cozinha e o banheiro). Babaquice. Os 350 de excesso.

Mas, como diz meu Clodovil ennuyé : ¿cada um é cada um, não é verdade?¿

Porém, embora existam moradias para todos os egos, o mesmo não ocorre com as coisas básicas (algumas nem tanto) que necessitamos em nosso dia a dia.

Não vou falar dos populares 65 cavalos que, em média, impulsionam a massa 50 vezes maior do que o solitário passageiro, nela, a se deslocar.

Vou falar de algo menor e com o qual sinto-me mais íntimo: as lâminas Gillette Sensor (Excel) cuja lindíssima e artística caixinha de papelão, impressa em quatro cores com aplique prateado em relevo, mede aproximadamente 5 cm3 e dentro da qual encontramos (surpresa!) outra caixinha de plástico com aproximadamente 3 cm3 adaptada para conter 5 lâminas, porém (outra surpresa!), contendo somente 2 (ou 3) lâminas com aproximadamente 0, 4 cm3 cada.

Ou seja, para qu¿eu possa me barbear sou obrigado a consumir uma massa inútil 12 vezes maior que a utilidade, de fato, nela contida.

? Quanto será que pago a mais pela obra de arte que, entre outras, não escolheria. ?

Não me importaria (ao contrário, ficaria muito feliz) se ao comprar as lâminas que necessito, as visse sendo retiradas de uma monte a granel e entregues (no balcão e pelo dono do empório ou algum de seus parentes) em um minúsculo e tosco saquinho de papel pardo.

Melhor ainda seria poder utilizar uma navalha do tipo que nossos avôs e bisavôs utilizavam, e que duravam os mesmos 30 anos durante os quais, acredito, consumi lâminas suficientes para construir boa parte de um automóvel.

Você pode estar se perguntando: ¿Porquê, então, esse cara não vai até a Casa Fretin e compra uma navalha?¿

Neste caso, minha pop-star deslumbrada lhe responderia: ¿você é uma pessoa sensível! And I love you, babe!¿

Eu me cortaria todo até aprender como me barbear com uma navalha.

Enquanto menino, aprendi com ¿Papai sabe tudo¿ que esta habilidade (e outras tantas) eram ¿desnecessárias¿ ante as ¿exigências do mundo moderno¿ para o qual ele estava me ¿preparando¿.

É possível aprender e re-aprender.

Eu sei. Talvez tente.

Informo se o fizer.

Agora, estou apenas tentando chamar sua atenção para o fato de que somos obrigados a consumir coisas que poderiam durar mais, ocupar menos espaço e gastar menos matéria-prima em sua elaboração.

Isso para não falar dos métodos de comercialização mais humanos e mais absorventes de (e não da) mão-de-obra, que estes (prosaicos? saudáveis?) conceitos de produção e distribuição ensejam.

Um saquinho plástico para cada lote de produtos do super mercado, convenhamos... talvez seja para mostrar aos alemães (obrigados a trazer uma sacola de casa) a fartura que há nesse país. O nosso.

Os softwares piratas, ao menos, possuem a vantagem de poupar ao planeta o desgaste químico e florestal inerente à produção de embalagens absolutamente desproporcionais ao conteúdo e que -outra finalidade não têm- servem apenas para ganhar espaço (ao concorrente) e destacar a presença no ponto de venda.

Mas sobre pirataria ¿falarei¿ outro dia. Num texto mais, digamos, ¿histórico¿.

Parcimônia; simplicidade; austeridade; modéstia, são qualidades que nos ajudam a viver com saúde e sabedoria.

Mas não creio que isto realmente interesse àqueles que produzem de modo a contrariar e a dificultar (para os consumidores e para si mesmo) o desenvolvimento destas qualidades.

Afinal, o que seria daqueles que produzem os remédios necessários para mitigar o que a falta delas nos causa?

Saúde e sabedoria.

As qualidades.

Os coelhos.




A dança foi a primeira forma de comunicação. E é a forma mais eficaz de se expressar com o corpo ou dá uma ênfase a algo dito, visto , percebido ( ou não percebido).

::: posted by DIOLIVEIRAH PAZ at Sexta-feira, Junho 18, 2004



"passamos a amar não quando encontramos uma pessoa
perfeita, mas quando aprendemos a ver perfeitamente
uma pessoa imperfeita".
San Kenn
e

"Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso
abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma.
Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o
ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo."

Hermann Hesse

::: posted by DIOLIVEIRAH PAZ at Quarta-feira, Junho 16, 2004




PESSOA CERTA NA HORA CERTA*
*reportagem de diotrix

Muitas pessoas acreditam que esta história de pessoa certa na hora certa é uma invencáo. Outras toda hora se frusta ao acreditar que achou a tal pessoa certa, embora uma percentagem dessas continuam a acreditar que esta pessoa com quem está agora é a pessoa certa. Náo importa, mais importante que isso é que eu, eu ,eu recebi um presente dos deuses no momento mais oportuno da minha vida. Quando eu falo isto, talvez vcs náo entendam a profundidade deste presente. Quem acompanha este blog desde o comeco ( e incentivo que vcs leiam ele, e os arquivos), já deve ter em mente quais as necessidades que tinha eu. É tudo táo novo e táo comum que simultaneamente se mostra pra mim... entáo, astamás!!!
famundi, 14 de mai de 2004



OUTRO DELA , A LUTADORA ALINE:



Oi Diogo!!

O texto que segue foi um protesto a respeito de uma aula..

Bjos, ALine



Em virtude do tema da última aula do professor Wilson, no qual o complexo de Édipo se tornou uma discussão inútil de guerra de sexos, venho exprimir a minha opinião a esse respeito.

Todos sabemos que é através da cultura capitalista burguesa que o imperialismo tenta imobilizar e massacrar ideologicamente o povo. Particularmente, as mulheres são alvo dessa dominação cultural e ideológica tendo sua imagem literalmente mercantilizada, brutalmente transformada em simples mercadorias.

A indústria de cosméticos e têxtil que dita moda para vender mais e mais; dezenas de revistas bestiais de fofoca, família, relacionamentos; enfim, o suposto mundo cor-de-rosa da mulher criado pela indústria cultural comprova que a imagem passada é a de um mundo completamente fora da realidade social. Essa indústria utiliza o tempo todo o corpo da mulher para disputar a atenção dos consumidores chegando ao absurdo de vender cerveja com mulheres semi-nuas.

O interesse imperialista não pára somente na questão econômica, mas, principalmente, na opressão ideológica que a subjugação da mulher acarreta. Basta citar exemplos como os podres Zorra Total e Big Brother que vendem a imagem da mulher como ser estúpido que só possui valor quando seu corpo corresponde aos padrões impostos culturalmente pela burguesia.

Tais padrões dizem às jovens: preocupe-se com seu corpo, ande na moda, seja fonte de prazer e não pense. Para as trabalhadoras, "escravas do lar": ao chegar do trabalho, arrume, passe, lave, cozinhe, cuide do marido, dos filhos, seja dócil e passiva diante de sua condição para facilitar a sua exploração e a de seu marido por tabela.

O feminismo burguês apresenta como "liberdade sexual" uma liberdade aparente que só significa alienação e opressão sobre a mulher. A origem dessa opressão surge com a propriedade privada e com a divisão da sociedade em classes. A real emancipação só acontecerá com a revolução de concepções, com o desenvolvimento de relações de companheirismo, respeito e confiança recíprocos.

É tarefa urgente, na luta contra a subestimação da mulher, combater todo o lixo cultural que serve para aprisioná-la e adormecê-la.

Ao contrário do que foi discutido em sala de aula, não se trata de medíocre feminismo e jurássico machismo e sim, da real necessidade de nós, mulheres, nos rebelarmos contra o poder cultural machista imperialista que faz parte da ideologia burguesa.

Conclui-se, então, que as mulheres são certamente a linha de frente na luta pela sua emancipação!

Aline Cristina C. Souza







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olha a carta q minha amiga recebeu e a posterior resposta dela:

From: antonellomarzano To: asouza Sent: Thursday, May 13, 2004 7:19 PM Subject: Re:"e isso é oque os EUA não faz"

Voce me mostra o que eu conheço hà muito tempo. Sò que eu conheço tambem todas as razoes e as opinioes de um debate enorme que se desenvolveu aqui na Italia, na Europa, onde NAO tem essa visao idiota e parcial que tem na America latina onde se "acredita" que todo o mal do mundo seja representado pelos "yankees". O fato è que essa crença è antiga, historica, e è a primeira responsavel do atraso cultural, social, economico da America latina. Mas è ao mesmo tempo causada por um sentimento historico, antigo, de inferioridade que afeta todos os latinoamericanos, realmente incapazes de amadurecer e de se libertar desse complexo de amor-odio em relaçao aos americanos. Por um lado eles (voces) odeiam e desprezam (sic!...) os americanos, por outro lado tudo o quel eles fazem (muito pouco, na verdade, porque geralmente eles preferem que sejam "outros" a fazer no lugar deles) nao passa de uma tentativa desesperada e ridicula de imitar os "gringos", o estilo de vida dels, etc.
O fato è que a informaçao sobre tudo o que acontece no mundo, sobre as culturas e os debates e as opiniaos publicas do resto do mundo, nao chega ao Brasil se nao em forma extremamente parcial e filtrada por esse antiamericanismo de rotina, que homologa todos os pontos de vista sobra qualquer assunto e qualquer acontecimento. Guarra no Iraque? Culpa dos EUA. Pobreza na Africa? Culpa dos EUA. Desigualdades no Brasil? Culpa dos EUA. O Saddam foi um ditador sanguinario? Culpa dos EUA. O dolar sobe? Culpa dos EUA. O dolar cai? Os EUA devem ter interesse na caida do dolar. Esfria o tempo no verao? Culpa dos EUA. Os talebaos colocaram o "burka" nas mulheres afga, impedindo a elas de "ser" e "viver" a vida de uma "pessoa"? Culpa dos EUA. A Argentina quebra e se torna a cada dia mais pobre por que sò sabe produzir soja e carne e nem sabe o que è a tecnologia? Culpa dos EUA. O FMI empresta dinheiro à Argentina ou ao Brasil? Culpa dos EUA que lucram sobre a pobreza dos outros. Nao empresta? Culpa dos EUA que querem o Brasil e a Argentina mais pobres. O Lula pega uma gripe? Culpa dos EUA. Eu e Aline brigamos? Culpa dos EUA...
Aconselho a leitura de um livro muito coragioso, coragioso porque pela primeira vez alguem tem a coragem de admitir que se a America latina continua pobre, atrasada e colonizada a culpa de tudo isso è do povo latinoamericano, a responsabilidade è dele e nao de outros. A diferencia entre uma agremiaçao desordenada de individuos que ficam na rua pedindo esmola aos passantes sem fazer absolutamente nada para se desenvolver e um "povo", uma "naçao", uma "sociedade" digna desse nome, è o sentimento da "RESPONSABILIDADE", a capacidade de analizar lucidamente o proprio comportamento, as proprias falhas, as proprias culpas. As proprias, muito antes das dos outros.

Esse livro se chama: "Manual do perfeito idiota latinoamericano".(autores Plinio A. Mendoza, Carlos A. Montaner e Alvaro V. Llosa - Editora Bertrand Brasil/ Instituto Liberal). Nunca titulo foi mais adapto do que esse.

http://www.screamyell.com.br/secoes/umperfeitoidiota.html

Um abraço,

Antonello

Tenho algumas considerações a fazer. O mal do mundo não são os Yankees. O mal do mundo, na minha opinião, é o imperialismo exercido por eles assim como o foi há tempos pelos os europeus. Esse pensamento não é motivo de atraso cultural, muito menos o "sentimento de inferioridade" que você diz ter os latinos americanos o é.

Falar que nós, latinos americanos, povos que vem sendo explorados e dominados desde sempre, esmagados pela máquina opressora do capitalismo feroz; falar que somos o que somos simplesmente por um sentimento de inferioridade é no mínimo uma ofensa. Soa como um ideal protestante burguês que ignora todo o processo de colonização, exploração, aculturação e esmagamento sofrido por nós.

A "tentativa desesperada e ridícula de imitar gringos" nunca foi algo consciente de um povo, ela existe em grande parte da sociedade em virtude de uma alienação justamente derivada de políticas externas (submissas) dos governos completamente pró-imperialismo, neoliberais, permissivas à aculturação.

Chamo de injusto aqueles que julgam tal comportamento como sendo próprio de um povo, quando na verdade foi imposto, descendo por osmose garganta abaixo e trazendo conseqüências trágicas a este povo.

Me entristece perceber que este nojento ideal burguês ainda permeia a Europa disseminando a falsa idéia de que a culpa da pobreza dos países explorados é do seu próprio povo. Não levam em consideração a conjuntura que faz com que estes países tenham governos vendidos às políticas de favoritismo e também a eterna existência de oligarquias que se transformam ao longo do tempo concentrando renda. Tudo isso financiado por interesses externos, sendo usurpado, aproveitado por nações oportunistas que agem como piratas do mundo procurando lugares onde lucrar mais, impor mais, etc,etc.

Não nego que há muito que se alcançar no Brasil para que este meu país tenha uma real democracia, para o povo de fato e não para uma minoria como esta que está aí.

Muita coragem, eu diria, é preciso para alguém indicar tal livro. É um absurdo desde o título, que me causa náuseas e repugnância, até mesmo a existência dele.

Sem mais,

Aline.

É ISSO AÍ ALINE!!!!!!!!!!!!!!!!!!

::: posted by DIOLIVEIRAH PAZ at Quarta-feira, Junho 09, 2004





> --- Em cultura_bh@yahoogrupos.com.br, di oliveirah

> escreveu
> > Caríssimo Beto,
> > fiquei encabulado com seu discurso que me respondeste. Se quiser,
e
> se os outros deste grupo não estiverem interessados, posso
conversar
> a "sós" ( e-mail só p/ vc) . Mas só de quebra, vc complica seu
> discurso ao inferir várias expressões e sentidos que, de tão
> contraditórios e confusos, não dão uma mínima sustentação, com todo
> respeito. Creio q escreveste meio apressado, pois creio q este
grupo
> tem um mínimo de consciencia crítica, né? Bem, para eu não
complicar
> no meu discurso atual, devo expor partes do teu e-mail para
> esclarecer:
> > "Acredito que talvez por isso Ary Barroso tenha cantado o Brasil
> dessa forma, com o objetivo de celebrar o país como ele realmente
> deveria ser celebrado e não para propagar uma falsa democracia
> racial, a qual (quase)*
> > nenhum brasileiro é ingênuo o bastante para acreditar existir
aqui.
> > Porém, tenho que assumir que essa música citada por você é um
tanto
> > ilusória, mas se olharmos com um pouco de fé e ignorância,
podemos
> > ver o Brasil como ele escreveu." (os grifos foram colocados por
> diogo)
> > Vê-se claramente como erros banais de uma consciencia social q
> precisa ser melhorada com bons livros e bons debates, como é
> realizado neste grupo. Não estou querendo dizer nadade vc, tanto q
> nem te conheço, mas creio q , se tenho um pouco de conhecimento e
> posso debater com outra pessoa, posso tanto enriquecer-me
> intelectualmente quanto enriquecer outra pessoa, né?! Talvez não
tão
> consciente, mas (q me desculpem os apreciadores de Ary) Ary era da
> elite, e da elite, tinha um papel de "burguês", como o trabalhador
é
> sempre expropriado inconscientemente de boa parte de suas riquezas
> produzidas no trabalho pela mais-valia.
> > qto a outras questoes, falo em particular, ok?
> > falô
> >


--- Em cultura_bh@yahoogrupos.com.br, "Beto" escreveu
> Diogo,
> Eu realmente escrevi o texto correndo, pois entrei na net em
horário
> de pulsos caros, e como todo pobre trabalhador, tenho que
economizar,
> mas isso só justifica em partes as minhas contradições (Que eu
pensei
> que você nem perceberia. Aliás, obrigado por ter percebido, do
> contrário acharia que não havia prestado atenção no que eu tinha
> escrito).
> Mas vamos ao que interessa! A minha opinião (mais bem explicada)
> sobre o assunto é a seguinte: acredito que tudo no mundo tem seus
> lados bons e ruins, e algumas pessoas olham mais para um lado do
que
> para outro. Outras simplesmente se fazem de cegas para um desses
> lados. Não sei qual era o caso do Ary Barroso, mas acredito que
> quando ele escreveu essa musica ele olhava para o lado belo do
país.
> Não vejo isso como propagação de algo falso, mas como celebração de
> algo belo ou de um momento feliz. Se na música ele falasse que o
> Brasil é um país preconceituoso, desigual, de políticos corruptos,
> ele não estaria mentindo, do mesmo jeito que não estava quando
cantou
> o Brasil daquele modo, estaria apenas olhando por ângulos
diferentes.
> Para pessoas cegas e ignorantes, cantar um Brasil belo e feliz
seria
> 100% correto. Para pessoas bitoladas e pessimistas, cantar um
Brasil
> feio e triste também seria 100% correto. Mas para pessoas normais,
> que enxergam a beleza sem esquecer que existe a feiúra, todos os
> cantos são válidos, pois pessoas normais choram e sorriem, dançam e
> lutam, amam e odeiam.
> Resumidamente, foi isso o que eu quis dizer no meu discurso, em
> certas partes com uma ironia que você não conseguiu perceber, como
na
> frase que você citou, na qual eu queria dizer que tem que ser muito
> ignorante para ver o Brasil APENAS do modo cantado por Ary.
> Qualquer dúvida pode me escrever de novo que explico melhor. Se for
> preciso escrevo em tópicos! E cuidado para não considerar sem senso
> crítico as pessoas simplesmente por não concordarem com você ou não
> estabelecerem um pensamento do modo que você faria. Esse é o grande
> mal dos socialistas de todo o mundo que acabaram sendo derrotados
> pelo mal do capitalismo. Eles quiseram estabelecer uma maravilhosa
> ideologia de um modo errado, e ao invés de socialismo acabaram
> implantando ditadura, desagradando o povo e dando abertura para que
> fossem derrubados. O ser humano é diverso e contraditório e deve
ser
> respeitado dessa forma.
> Espero conhece-lo em breve, para que possamos conversar
pessoalmente,
> pois acho que sou melhor falando do que escrevendo.
> Ah, e não sou nem um pouco conhecedor de Ary Barroso. Estou
> defendendo o compositor da sua crítica simplesmente pelo fato
> criticado e não por tietagem.
> E cuidado com as generalizações! Você generalizou esse grupo
> simplesmente pela minha resposta e generalizou Ary Barroso como
> burguês anti-socialista simplesmente por ele ser da "elite". Se as
> coisas fossem assim seria justo prender todos os brancos por terem
um
> dia escravizados os negros e por discrimina-los hoje.
>
> Abraços,
>
> Beto
>
>

Ola mi amigo beto. tengo que desculparme también de mios ratos
argumentos.
De cara percebi q vc 'fraga da parada', como dizem alguns. Só quem
conhece (pelo menos um pouco de) Marx sabe q estava falando sobre
ele. Não quis te provar, mas só verificar em q campo estava pisando.
Só o fato da generalização que eu acho q exagerei ( em relação ao
grupo)quanto ao mais, fico na minha.
Achei legal vc ter respondido, e noto que este grupo é interessante,
pois outros tb vieram enriquecer.
alguns pontos do seu discurso q acho q não ficou bem explicado ( ou
que não bate com minha opinião. mas não menosprezo, pois não existe
uma verdade absoluta, mas só algumas q se aproximam mais do real):

??? Li este fim de semana um artigo de revista sobre Ary, e , apesar
da revista ser bem elitizada, consegui ler até no final. Nesta
revista falava deste país maravilha q vc mencionou. E, só não era
100%, mas como uns 200% positivo a imagem do BRasil. E disse que o
fabuloso "Rio de janeiro" (ícone do Brasil) do passado se perdeu em
meio à violência e a pobreza crua que transparece nas ruas e praias
da cidade maravilhosa.
CÁ PRA NÓS
me diga se há ( e olha q não assumo uma visão marxista, etc, mas de
um cidadão um pouco sensível e mais realista para com a sociedade)um
discurso melhor que o processo psíquico - que tanto falou médicos e
psiquiatras, psicólogos - da "transferência"? Me diga porque o Rio
ficou violento? Culpa dos pobres? ai,ai,ai ( deixo a questão para
discussão)

???? outro fato interessante de se perceber na sociedade brasileira é
descrito por uma das (se não a ) maiores antropólogas brasileiras,
Lilia Schwarcz ["Uma história da antropologia brasileira" Schwarcz,
Lilia. O espetáculo das raças, São Paulo, Companhia das Letras,
Skidmore,T. Preto no branco: raça e nacionalidade no pensamento
brasileiro, Rio (URL: http://www.fflch.usp.br/da/fls5818-1.html );
e "A história da vida privada no Brasil", organizado por ela tb]: A
transferência (não a supracitada, que é um termo psiquiátrico) do que
pertence à esfera pública para o privado. Logo, aquilo que é pra ser
exposto, mostrado, como por exemplo a real violência, e o absurdo
padrão de vida em que vive mais da metade da populãção brasileira,
simplesmente vai para o abrigo do lar, para as tão famosas "conversas
de buteco", de jantar, de fim de semana, mas dificilmente para "dar
às caras" no público, na mídia (e aqui se abre um imeeenso parêntese,
pois o que a mídia faz está loge de ser uma prestação de serviço,
quanto mais um sensasionalismo extremado, salvo algums raros canais),
no Congrasso, na política, sei lá onde mais... O que quero dizer com
isso: Quando mais tentamos ocultar que temos uma sociedade enferma,
que precisa urgente de profundas mudanças estruturais, para vivermos
o paraíso utópico do país tropical, abençoado por Deus, terra de
nosso Senhor, continuaremos a encobertar os verdadeiros ladrões( que
roubam e furtam milhoes - e bilhoes- da sociedade), assassinos( que
pelo lucro matam milhoes de fome), traficantes, marajás, banqueiros,
que , como sangue-sugas, sugam até onde podem da sociedade brasileira
( e fala q estou mentindo!) Botemos a bocano trombone!

??? só masi uma questão rápida, sobre o viver bem... é claro q temos
q as vezes esquecer os problemas da sociedade e festejar. Mas,acho
que devemos fazer semelhante ao q fazemos no fim de ano. Fim de ano
festejamos, comemoramos e tentamos esquecer um pouco dos problemas do
ano velho. mas nem por isso deixamos de pagar nossas contas quando
começa o ano novo, né. Estou falando da responsabilidade. Assim como
se tem responsabilidade pessoal, temos que ter uma responsabilidade
social, o que significa q podemos sim, a cantar no carnaval e pular
na copa, mas saber que, no dia sguinte , temos miot em que trabalhar
para melhorar esse país, que é meu e seu.
né?

astamás!








::: posted by DIOLIVEIRAH PAZ at Quarta-feira, Junho 09, 2004









Sabia que se pode detectar na pele se uma pessoa é sexualmente ativa ou não?


1. O sexo é um tratamento de beleza. Provas científicas demonstram que quando as mulheres fazem amor produzem maiores quantidades de hormônio estrógeno que dá brilho ao cabelo e deixa a pele tenra.



2. Fazer amor de forma tranquila e relaxada reduz as probabilidades de sofrer dermatites, urticárias ou granos. O suor que se produz limpa os poros e dá luminosidade para a pele.!



3. Fazer amor queima as calorias durante a cena romântica.



4. O sexo é um dos esportes mais seguros que se pode praticar. Estica e tonifica quase todos os músculos do corpo. Se desfruta mais que nadar 20 piscinas ,ou outro esporte que solicite equipamentos especiais.



5. O sexo é uma cura instantânea para a depressão leve.Libera endorfinas na corrente sangüínea, produzindo uma sensação de euforia e deixa com uma sensação de bem-estar.



6. Quanto mais sexo praticar, mais sexo vai querer. O corpo sexualmente ativo desprende maiores quantidades de feromônios. Estes sutís perfumes sexuais deixam louco o sexo oposto!



7. O sexo é o tranquilizante mais seguro do mundo. É 10 VEZES MAIS EFETIVO QUE O VALIUM.



8. Beijar todos dias mantém alegre o dentista. O beijo secreta saliva que limpa os restos de comida dos dentes e reduz os níveis dos ácidos causadores de cáries, e previne contra o tártaro.



9. O sexo realmente alivia as dores de cabeça . Uma sessão fazendo amor alivia a tensão que aperta os vasos sanguíneos do cérebro.



10. Fazer muito amor descongestiona o nariz fechado . Sexo é um anti-histamínico internacional. Ajuda a combater asma e alergias. DESFRUTE DO SEXO!!!!!!!!!!!!


Segunda-feira, Junho 07, 2004 :::



(concertando minha vida)
( "concerting my life")

"Sob a luz do sol de domingo de outono, e ao som de ' Invierno Porteño', penso na minha insana existência. Antes de deixar esta confusa e difusa vida, me deixo iludir pelo belo e feliz, muito embora sei que fora daqui estou sem segurança. Estive pensando nestes dias sobre eu enquanto uma pessoa, um ser humano, um homem, um cidadão, uma alma, um sujeito, um amante...
...

Uma cena corta meu céu.' Guerra? ', penso eu. Uma cena corta meu ser. ' Ela? Ser-lhe-a tão bela assim?'
gracias...
...

'Entender que a perfeição não existe e que o que chega à perfeição é imperfeito por si só é, sem dúvida, uma dádiva e privilégio único.' (diogo)
...

::: posted by DIOLIVEIRAH PAZ at Segunda-feira, Junho 07, 2004



Sexta-feira, Junho 04, 2004 :::

desabafo!
[para quem não sabe, este e-mail é uma resposta de diogo à um convite para uma apresentação que falava de Ary Barroso. É um desabafo. sequiserem ler e depois opinar, estão a vontade!]
... Quanto ao Ary Barroso, tenho grandes ressalvas. Ele é um dos grandes mantenedores e propagadores da falsa "democracia racial" que paira no imaginário do povo brasileiro. antes de prestigiar tal figura, analise criticamente o q ele fez e a repercussão até hoje de suas músicas... "Brasil, meu Brasil brasileiro, meu mulato inzoneiro..." .

Aproveitando esta deixa, quero tb levar vcs a pensar sobre as esfíges q estão em nossas moedas. Porque ( e por quem ) aqueles homens estão ali? O que fez, por exemplo, Pedro Alvares Cabral, Dom Pedro I, Mal. Deodoro da Fonseca (etc) para o povo e nação brasileira? Pouco. Se vc for pensar e tentar ver aquela historinha q vc aprendeu na escola (sobre a História do Brasil) de oputra maneira, mais crítica, verás facilmente que estes homens como ultimo objetivo o real desenvolvimento do povo brasileiro. Muito mais estavam imbricados e envolvidos com assuntos e interesses políticos, economicos, pessoais do que "nacionais". Basta ver a história de cada um. Porém, como uma tendência mundial ( nem sei se devo chamar este movimento de tendência, pois sempre existiu, embora de maneiras e objetivos diferentes), cada país,em busca de uma "unidade nacional" ( q na verdade não existe- cf : semióforo, in :Marilena Chauí: Um convite à Filosofia) elege seus heróis. É claro q existiram homens e mulheres ( percebe-se como é forjado estas "esfinges dos heróis nacionais" por não possuir nenhuma mulher (mas como?!) e nenhum negro/a, índio/a, pobre (idem?!), sendo estes os verdadeiros constituintes e formadores da nação. É incrível a leitura de algumas pessoas que conseguem afirmar que o Brasil é um " paraíso tropical, social e racial" tendo como heróis só homens brancos burgueses da elite ( seja da Coroa, Monarquia, Elite Agrária, Industrial e Financeira)) que fogem dessa história q cada dia foi e é reproduzida e afirmada pela escola, tv, mídia em geral, jornais, igrejas, partidos políticos, etc...
Lutar contra uma história branca e elitizada ( mesmo se vc é branco e da "elite", pense no q seria melhor para o Brasil q , acredito, é a sua nação e será dos seus filhos) é lutar contra um dos meios mais eficazes de perpetuação das desigualdades sociais e raciais que aflingem nosso país. Nossos pensadores que escrevem a "nossa história" veem o BRasil atrasado. Ok! MAs atrasados em relação a que? Ao padrão de desenvolvimento dos EUA e Europa? Se tentarmos buscar este padrao de desenvolvimento, nunca conseguiremos e , pior, entraremos mais e mais no buraco. No começo do séc. XX a grande pedra no sapato do desenvolvimento do Brasil eram os negros. Agora, no limiar do séc.XX e início do séc. XXI , a pedra são os pobres ( qdo se falam de " a desigualdade social com um entrave para o 'progresso'" não estão falando outra coisa senão " os pobres estão levando o Brasil ao fracasso!"). Então, qdo se vê medidas paliativas para esconder a pobreza, como "bolsa-escola", "bolsa-família", "fome zero", "orçamento participativo", percebe-se que são esforços muito mais para aquecer a economia ( isto é , o governo dá dinheiro pros empresários por meio dos pobres...) do que ajudar aquela família necessitada.
Concluindo, é de interesse muito grande por parte do Brasil que seus cidadãos se conscientizem e pressionem as autoridades e a mídia para uma mudança profunda na Historiografia Brasileira ( estudo da História do Brasil) e uma busca de um outro modelo de desenvolvimento para o BRasil.
quem quiser continuar a conversa, meu e-mail é dios@ufmg.br.
!Hasta la victória siempre!

::: posted by DIOLIVEIRAH PAZ at Sexta-feira, Junho 04, 2004



First

BEm , este é o primeiro de muitos. Espero nunca esgotar os assuntos aqui discutidos. valeu. para blogs passados, vá em: www.umeternoaprendiz.blogger.com.br

Vida idiota, by Diogo Oliveira & David Jose

by David Jose:

...o mundo que vivemos, montado como está, organizado comoe stá, não nos deixa saídas. aparentemente o que podemos fazer é mexes alguns pauzinhos para transformar nossas vidas idiotas em vidas menos idiotas. e então é isso que fazemos. há os que são inteligentes o bastante para fazer com que a vida menos idiota se torne uma vida "razoavelmente menos idiota', mas a idiotia nos acompanha, e nada de profundo podemos fazer. e por que?, por que aprendemos nas teorias sociológicas de nossas escolas ridículas que o mundo sempre foi assim? ou por que concordamos com a moral e a religião que insistem em dizer que o homem e a mulher são feitos do bem e do mal, e que temos que lutar pelo bem e afastar o mal? todas essas soluções, essas anlises me parecem superficiais. não pretendi ser duro ao analisar tuas propoistas, é que eu quero encontrar alguma saída. não para melhorar o sistema, entende? o sistema não é feito para todos. não aprendemos nenhuma ação sincera para fazer quando encontramos
pessoas em situação de miséria, não sabemos resolver nada humanamente. o capitalismo cria objetivos externos às nossas relações. blá, blá, blá, blá, é o que estou fazendo agora, blá, blá, blá, mas acho que se encontrarmos pessoas que tenham realmente uma vontade grande de mudar as coisas, uma genuína vontade, talvez possamos nos organizar, talvez, talvez. talvez, talvez, bla, bla, bla, blá



by diogo oliveira:

sentado aqui, na cadeira do laboratório de informática do instituto de geociências da UFMG (dizem, uma das melhores do Brasil, pais este destaque mundial no que se refere à desigualdade social e discriminação racial, à pobreza, à corrupção e ao futebol), li seu comentário idiota com um olhar idiota de um indivíduo de vida idiota que busca torná-la menos idiota. Creio que o primeiro passo para torná-la menos idiota é reconhecê-la como idiota. O que esse sistema quer é isso. Que tenhamos uma vida idiota e que acreditemos que temos a vida que o destino nos reservou, ou que Deus quis, ou que qualquer outro sujeito, exceto nós próprios, preparou para nós. Porem, me parece sombrio um quadro que mostre o que é viver sem idiotice. Compartilho sua idéia da idiotice. Mas, quem, na história da Humanidade, não teve uma vida idiota? Porque falar que ( salvo muitas ressalvas) o trabalhador antes do capitalismo tinha uma vida não idiota, é complicado. e´claro, hoje as pessoas tem uma vida bem mais idiota, mas isso é porque de um século pra cá um sistema econômico ( político, social,etc) percebeu que precisava dominar a maioria não somente nas leis, à força, nas crenças religiosas ou no carisma de um lider, mas "dominar sua mente". Nesse sentido, o século 20 se torna o século das ciêncais socias, das ciências que tentam entender o homem ( entender para dominar). O homem se torna sujeito de si mesmo. Surge a ideologia de massas, com a cultura de massas, comida de massas, musica de massas...como reflexo direto dum aspécto do sistema regente, a produção em série. Então, não é só produtos materias que são produzidos em séries, mas comportamentos, sentimentos, desejos, vontades ( coke), costumes,enfim uma cultura própria, uma cultura idiota, mesquinha e egoista, individualista.E aí digo, bienvenue au siéclé 21!

quem não é idiota???